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O jogo "Baleia Azul"

24/04/2017

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O jogo “BALEIA AZUL” ou o “JOGO DA MORTE” foi criado na Rússia e já chegou ao Brasil causando muita polêmica e mortes. Através da internet esse jogo, se é que pode ser chamado de jogo, tem a seguinte estrutura. Uma pessoa, conhecida como curador, convida o jovem para participar do jogo de  desafios. Realmente, para um adolescente que gosta de desafios, é curioso se torna bastante instigador. Se o jovem convidado, aceitar participar desses desafios, ele começa a receber pequenas missões que deverão ser cumpridas  e comprovadas. Normalmente essas missões chegam em torno das 04:00 da madrugada (um horário segundo estatísticas que mais pessoas cometem suicídio). O jogo dura 50 dias, após cumprir todas as missões que são relacionadas a mutilações ou ações de violências contra outras pessoas, surge a missão final A MORTE. Além de  cumprir as missões os jovens devem enviar mensagens com fotos para o seu curador ou publicar mensagens na rede social.

Veja como funciona:

Existe no facebook um grupo fechado chamado Blue Whale, hoje pode ter outras denominações.  O adolescente, jovem só passa a fazer parte se for convidado pelo curador. O jovem que pede para participar do desafio tem toda a vida investigada e o computador pode até ser hackeado. Após ser admitido no grupo o jovem passa a receber os desafios. Exemplos de desafios: desenhar no braço uma baleia com estilete, gilete ou faca. Andar na beira de prédios, viadutos ou pontes. Não esqueça, que ao  realizar esses desafios os jovens devem enviar fotos ou vídeos para o curador do grupo comprovando sua execução. E assim, o curador continua fazendo o seu papel,  toda madrugada envia música, vídeos de suicídio e de terror, com o intuito de motivar os jovens a cometerem tal ato - SUICIDIO. E  se o jovem quiser sair do jogo, desistir dos desafios? Não tem como,  o curador sabe tudo da vida do participante e passa a fazer todo tipo de ameaça para o jovem e para a família.

Dessa maneira mais uma preocupação para os pais.

Esse jogo  tornou-se  foco de muitos debates entre profissionais da saúde, educação, pais, estudantes entre outros pela grande agitação que vem causando nas redes sociais e principalmente nas famílias.  Tudo isso, em virtude de ser um jogo que envolve uma violência excessiva, violência essa, que está levando muitos  adolescentes e jovens a mutilarem seu próprio corpo e muitas vezes chegando ao suicídio.

Pais, fiquem atentos em  algumas mudanças que podem ocorrer no comportamento de seus filhos.

  1. Excesso de raiva, irritabilidade, ansiedade, olhar amedrontado;
  2. Não querer conversar, ficar isolado, trancado no quarto por muito tempo;
  3. A fala de seu filho (a) – “quero sumir”, “quero morrer”, “esqueçam que eu existo”;
  4. Mudar repentinamente sua rotina de vida;
  5. Observe o sono ( Verifique se os filhos ficam até altas horas acordados  no celular,computador, vendo TV – principalmente filmes de terror/violência excessiva)
  6. Mudanças nos hábitos alimentares;
  7. Observe o corpo de seu filho (verifique se não há ferimentos, cortes, marcas).
  8. Falta de vontade para levantar e ir para escola;
  9. Pais conversem com os professores, pedagogos da escola de seu filho (a) verifiquem como anda o seu desempenho e o seu relacionamento com professores e colegas;

Portanto, conversem com seus filhos, procurem conhecer seus amigos, seu dia a dia, fiquem atentos em seus filhos, veja o que ele publica nas redes sociais e ENTENDA QUE MUITAS MENSAGENS DE SOCORRO NÃO VEM DE FORMA CLARA.

Qualquer alteração na rotina de vida de seu não hesite procure ajuda de profissionais habilitados.

Pais e professores procurem ter um olhar refinado para que possamos evitar que nossos jovens caiam nessa armadilha mortal. Vamos sair da nossa zona de conforto e utilizar do melhor remédio: O DIÁLOGO.

Léa Barnabé - CRP: 08/03728

Psicopedagoga/Psicóloga

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