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Gazeta do Povo - Clínicas Populares ganham mercado com consultas a preço baixo

16/08/2016

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Se os planos de saúde perderam 1,3 milhão de clientes em um ano, as clínicas populares não têm do que reclamar. Com a crise, muitas pessoas tiveram o plano de saúde empresarial cortado ao serem demitidas e não conseguiram arcar com os custos da mensalidade individual. Sem o interesse em recorrer ao Serviço Único de Saúde (SUS), os consumidores com maior poder aquisitivo começam a descobrir as clínicas populares - um mercado que está em franco crescimento no país.

Só em Curitiba há, pelo menos, três empresas no segmento e, em São Paulo, a Dr. Consulta se destaca por ter recebido US$ 25 milhões de fundos de investimento. O modelo de negócio, já conhecido pela classe C e que, aos poucos, começa ser explorado pelo público de maior poder aquisitivo, se resume em oferecer consultas e exames médicos a preços baixos, sem cobrança de mensalidade. Em geral, as consultas custam até R$ 100, inclusive para especialidades como ginecologia, oftalmologia e dermatologia. Os exames são cerca de 50% mais baratos do que nas clínicas convencionais e vão desde coleta de sangue até tomografia. 

Cortar custos

Para conseguir oferecer os serviços a preço baixo, as clínicas se desdobram para cortar custos internos e negociar contratos mais vantajosos. As estruturas são simples, porém dispõe de todo o material fundamental para atendimento. Os médicos são todos com experiência e têm flexibilidade para montar suas grades de horário. Já os exames mais complexos são feitos em clínicas parceiras, que oferecem condições especiais pelo grande volume de clientes. As clínicas populares também trabalham com margens de lucro menores e, por não possuírem área hospitalar, gastam menos com equipamento. Os fundadores dos empreendimentos garantem que o formato é atrativo para todos, pois democratiza o serviço de atendimento médico e gera lucro. 

Clínicas demoraram a ganhar a confiança de médicos e pacientes

Se os ventos sopram a favor das clínicas populares, no passado o cenário era bem diferente. A principal dificuldade dos negócios era conquistar a confiança de médicos e clientes. As pessoas tinham a impressão que “se é barato, é ruim”. Foi a divulgação boca a boca que levou a popularização do formato entre as classes de menor poder aquisitivo. 

A ascensão da classe C na última década também facilitou o crescimento das clínicas populares.  E na maior parte dos problemas de saúde não precisa de internação e pode ser resolvido em clínicas populares, o que facilita à adesão ao sistema. O fato de não cobrar mensalidade também ajuda na difusão do negócio que começa a ganhar grandes nomes no mercado e a estar cada vez mais comum em bairros populares de grandes metrópoles.

 

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/clinicas-populares-ganham-mercado-com-consultas-a-preco-baixo-170fcop7iqec8fz5olvx1qkig?ref=aba-ultimas

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